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Terça-feira, 31 de Outubro de 2006
desabafo de uma anónima

Acho que tenho que começar a exorcizar os fantasmas da minha vida e até mesmo ajudar-vos a compreender o que me levou a bater tão no fundo do poço.

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“A minha infançia foi normal, alheia a muita coisa que se passava à minha volta, com uma mãe que me amava da melhor maneira possivel e um pai que me tratava como uma boneca de porcelana.

Vivia feliz dentro de um seio de uma família que acreditava que nunca iria desmoronar. Acreditava piamente que vivia um conto de fadas, eu era a princesinha e os meus pais os reis do castelo.

Aos 14 anos vi todo o meu mundo desmoronar… a minha entrada para a adolescência foi muito atribulada. A minha mãe trabalhava a maior parte do tempo não podendo estar comigo, era mais o tempo que passava sozinha do que com os meus pais. O meu pai começou a transformar-se num pai tirano. Não me autorizava estar com as minhas colegas e muito menos ir a casa delas para fazer trabalhos em grupo.

Ainda me recordo de um episodio em que a minha professora de portugues enviou um recado ao meu pai, dizendo que era necessario que eu participasse desse trabalhos. Mesmo assim, foi inflessivel! Eu não podia sair, nem fazia sentido elas poderem tb ir lá casa. Se havia trabalhos faria-os sozinha!

Mas era o meu pai e apesar de tudo respeitava-o e adorava-o! Idolatrava-o!

Talvez seja por isso que hoje o odeio tanto, porque o tinha num tão grande pedestal e quando caiu, quebrou junto ao meus pés.

Aprendi a dar a volta na questão, as minhas colegas juntavam-se e eu trabalhava sozinha em casa, divertia-me na escola e depois enclausurava em casa, na minha grande torre. Mas de uma certa maneira era feliz.

Nessa altura a minha mãe adoençeu, foi lhe detectado um mioma e teria de ser operada. Lembro que no dia da operação o meu coração estava apertadinho, pois pensava o que seria de mim caso a minha mãe não sobrevivesse. Mas tudo correu bem!

Mal sabia eu, que o nosso pesadelo mal tinha começado…nunca imaginei que a curiosidade de uma criança às vezes pode ser brutal para ela mesma.

Como a minha mãe se encontrava hospitalizada, o meu pai estava sozinho comigo e um dia pediu à minha madrinha para ficar comigo pois tinha um trabalho para fazer durante a noite.

Nessa altura o meu sexto sentido já era muito apurado. No dia seguinte qd voltei a casa o meu pai tinha rasgado uns papeis para o lixo. Curiosa fui buscá-los, juntei um por um e fiz um puzzle. Era um recibo de um motel para 2 pessoas da noite em que fiquei em casa da minha madrinha.

A minha curiosidade, levou-me a descobrir que o meu pai tinha uma amante e que esteve com ela enquanto a minha mãe estava hospitalizada.

Tinha 13/14 anos, era uma criança desamparada, sem saber o que fazer. Como contar à minha mãe? Ela iria aguentar?Contar a quem?O que fazer?

Decidi nessa altura não contar nada a ninguem, a minha mãe não podia saber, pois estava hospitalizada e tinha de recuperar. Durante meses o meu segredo corroeu-me por dentro. E estava longe de descobrir o que me viria a fazer anos mais tarde.

A figura do meu pai, de correcto, de um homem integro tinha desaparecido, a minha revolta crescia com o passar do tempo, o amor desvanecia, dando lugar ao rancor, à amargura.

Meses mais tarde, numa manhã antes de ir para a escola a minha mãe acordou-me com o pior dos meus pasadelos, lavada em lágrimas, com uma foto na mão disse: - O teu pai têm uma amante!

Assustada, perdida e sem saber o que se passava, as unicas palavras que sairam da minha boca foram: - Eu sei!

Ainda hoje penso que a minha mãe não esqueceu e não me perdoou por isso, e se o fez demorou muito tempo para que isso acontecesse.

A partir desse dia foram meses de autentico inferno. As discussões, as agressoes, os telefonemas de uma outra mulher lá para casa. A minha vida encantada, tinha desmoronado ali, a vida de fadas acabara e não iriamos viver felizes para sempre.

Nessa altura tudo o que compreendia de um pai tirano, esvaneceu-se. Quem era ele para dar lições de moral. O amor, era rancor e muita raiva. O respeito esse deixara de existir.

No dia que o meu pai saiu de casa, foi um dia muito torbulento, com muito choro, gritaria e um vazio enorme.

A adolescente perdera a sua inocencia e conheceu uma nova palavra, o odio!”

Vou ficar por aqui, mais para a frente continuo a historia da minha vida.


sinto-me: solidário
música: amante

publicado por SONHADOR sonhador às 08:29
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