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Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006
ts
Queixas de violência doméstica aumentaram 16%
O retrato é negro: 33 mulheres portuguesas morreram o ano passado às mãos de maridos, companheiros ou namorados. A Amnistia Internacional instou já Portugal a criar com urgência mais casas de abrigo
VISAOONLINE    3 Out. 2006
No relatório intitulado «Acabar com a Violência sobre as Mulheres», divulgado esta terça-feira, a Amnistia Internacional (AI) salienta que as 30 casas de abrigo actualmente existentes, que acolhem cerca de 450 mulheres e crianças, «são insuficientes». É «urgente» a criação de novos espaços. E «vital» a reestruturação do Serviço de Informação às Vítimas, disponibilizado através de uma linha verde.

Considerando que o encaminhamento das vítimas é «extremamente complicado» em certas alturas, nomeadamente à noite, em época de férias e no Natal, a AI recomenda ainda como urgente a criação de infra-estruturas que permitam acolher temporariamente as mulheres e os seus filhos, «24 horas por dia e 365 dias por ano».

Segundo dados das autoridades policiais referidos neste relatório, mais
de 18 mil casos de violência doméstica foram denunciados no ano passado à PSP e à GNR, um número que representa um acréscimo de cerca de sete mil ocorrências desde 2000. Só a PSP registou em 2005 mais de 9 800 queixas de violência doméstica a nível nacional, o que corresponde a um aumento de cerca de 16 por cento relativamente ao ano anterior.

As grandes cidades registaram o maior número de casos, com Lisboa a liderar as denúncias (quase 30 por cento do total), seguida do Porto (21,6 por cent o) e de Setúbal (7,9 por cento).

O aumento de ocorrências verificou-se igualmente na GNR, que registou 8 .377 casos de violência doméstica em 2005, mais 18 por cento do que no ano anterior.

No total, 33 mulheres foram mortas no ano passado pelos respectivos com panheiros e outras doze perderam a vida, só nos primeiros cinco meses de 2006.

Apesar dos dados das autoridades policiais, a Amnistia salienta que não é possível saber quais são realmente «os valores das chamadas cifras negras, os casos que nunca chegam a ser denunciados». Entre os 13.511 casos de violência doméstica registados em 2004 pela As sociação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), 57 por cento não foram denunciados às autoridades policiais, lembra a Amnistia.

A vergonha, a dependência económica, as crianças, o medo de perseguição e represálias por parte do agressor, o medo de viverem sozinhas e a estigmatização por parte de pais e vizinhos são algumas das razões invocadas pelas mulheres agredidas para justificar a sua submissão à violência, de acordo com a AI.

Além das consequências físicas, traduzidas em hematomas e fracturas, por exemplo, a baixa auto-estima, a ansiedade, irritabilidade e a depressão são al gumas das marcas psicológicas das vítimas de violência doméstica, que muitas vez es acabam por tentar o suicídio.

A perda do emprego, em consequência de factores como as baixas prolonga das, a dificuldade de concentração e a baixa produtividade, é também uma consequ ência muito comum da violência doméstica, segundo a Amnistia Internacional, que defende como fundamental a «facilitação do acesso das vítimas a programas de for mação profissional ou outras formas de apoio para inserção no mercado de trabalho».

Garantir uma efectiva protecção das mulheres, através da aplicação de medidas de protecção de testemunhas, e determinar a inibição da licença de uso e porte de arma sempre que seja aplicada a medida de afastamento do agressor, ou existam antecedentes de violência doméstica, são outras das recomendações a Portugal deixadas pela AI neste documento.

Apesar de reconhecer as «medidas positivas criadas pelo Estado Português no combate à violência doméstica, nomeadamente a elaboração do Plano Nacional Contra a Violência Doméstica», a organização internacional considera que é necessário apostar na Educação para os Direitos Humanos e na formação de todos os profissionais que lidam com este tipo de crime, em particular magistrados, polícias , assistentes sociais e profissionais de saúde.

 informação, gratuito, funciona pelo telefone, 24 horas por dia para apoiar vítimas de violência doméstica através do número 800 202 148.


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música: traidora
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publicado por SONHADOR sonhador às 01:45
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2 comentários:
De jj a 13 de Outubro de 2006 às 08:30
gostei da divlugação uma boa maneira de se sencebilizar as pessoas para o que está mal


De TS a 13 de Outubro de 2006 às 11:30
Porque traidora?
bigado pelo carinho migo


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